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Teatro Anatómico

Escrito a partir do tema Monstros, desenvolve-se a noção de monstruosidade através das noções de desregra e desumanização da figura humana, exemplificadas pelas perspectivas de Maeterlinck, Artaud, Kantor, Picon-Vallin em função do desenvolvimento da ideia de sensibilidade. Publicado na revista Textos e Pretextos nº 8


«Os monstros parecem ser corpos onde o interior foi virado do avesso, e ficou à vista. Esta organicidade extrema desperta uma sensibilidade fina e intensa a quem vê. A visão torna-se veículo de sensibilidade. Este é o maior contributo da modalidade monstruosa: quando o duplo é um monstro, esse excesso de presença, essa orgânica extremada, desorganizada e exposta, cria sensibilidade e sensibiliza tudo ao redor.Augúrios de um teatro artificial, os monstros protagonizam um teatro anatómico, um ponto de vista sobre o interior do corpo, sobre as partes desirmanadas e a encenação da sensibilidade.»


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From Logos to Landscape


Escrito no contexto do Seminário de Tradução e Dramaturgia, com Vera Sampayo de Lemos. Apresentação da análise de Lehmann sobre o estatuto pós-dramático do texto na criação performativa contemporânea.


«O texto não tentará criar imagens mas um momento de visibilidade. Daí a importância do deslocamento da estrutura teleológica (logos) para um espaço de possibilidades (chora). (…) Ao dispersar o logos e alargar a compreensão do seu conceito, o texto encontra formas de comunicação em referências intertextuais, alargando o âmbito sugestivo e semântico: o coro, a narração, o monólogo/solilóquio, a colagem, a montagem, a simultaneidade. Assim, os novos caminhos do texto teatral envolvem a produção de uma paisagem textual (textlandschaft) , ligada a uma dramaturgia visual, e a redução da lógica ficcional por uma intrusão do real.»


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