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You can't peep the window without impunity
Escrito no contexto do Seminário de Estética Teatral, com José Pedro Serra. Comentário a As Bacantes, de Eurípides, desenvolvendo o olhar como momento trágico em associação às personagens de Édipo e Cassandra.
«A acção de quem vê é a da testemunha, a que vê de fora. Mas ver é participar, a testemunha torna-se parte do crime como lugar da sua manifestação. É na testemunha que o crime é compreendido como crime. Assim, de certo modo, a visão exterior da testemunha cria um duplo no interior do acontecimento, uma visão interior, que se vê a si própria como testemunha e participante do crime. «Ver é ser visto»: há coisas que só de serem vistas nos implicam nelas.»
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A visão dionisíaca do mundo
Escrito no contexto do Seminário de Estética Teatral, com José Pedro Serra. O texto A Visão Dionisíaca do Mundo foi escrito entre Junho e Julho de 1870 e pode ser considerado, conjuntamente com as conferências O Drama Musical Grego (Janeiro de 1870 ) e Sócrates e a Tragédia (Fevereiro de 1870), como um escrito preparatório da Origem da Tragédia, editada em 1872.
«O principal contributo de A Visão Dionisíaca do Mundo para o pensamento de Nietzsche, e como escrito preparatório de A Origem da Tragédia, é o desenvolvimento de Apolo e Dioniso como conceitos de análise estética: a compreensão de Dioniso como sentimento e de Apolo como forma leva-o, por um lado, ao desenvolvimento do tema da vontade, que dará origem às ideias de Vontade de Poder como alegria e de Eterno Retorno como repetição da Vontade; e, por outro lado, à desconstrução do processo de criação de linguagem que corresponde ao processo de uma genealogia da moral.»
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